Ética, estética e responsabilidade: leituras de Simpatia pelo demônio, de Bernardo Carvalho

Paulo César Silva de Oliveira

Resumo


Este artigo analisa o romance Simpatia pelo demônio, de Bernardo Carvalho (2016), com foco nas relações entre ética, estética e política, elementos da poética carvaliana que estruturam uma narrativa composta por uma relação dinâmica entre estratégias textuais e discussões político-ideológicas. Carvalho ficcionaliza uma espécie de monstruosidade inscrita na contemporaneidade, que borra as fronteiras entre bem e mal, ilusão e verdade, diferença e indiferença. Na experiência do discurso literário, o autor coloca em xeque os alcances e limites da atividade literária, nos espaços intra e extratextuais. A problematização do mundo da vida jamais perde de vista o trabalho com a arquitetura narrativa, destacados os paratextos, essenciais à nossa leitura. As discussões críticas no romance de Carvalho abrem perspectivas produtivas para se pensar o papel do discurso literário no mundo globalizado, em que a crítica vê-se ameaçada de se desmanchar no ar rarefeito das ideologias.


Palavras-chave


Ética; Responsabilidade; Narrativa; Bernardo Carvalho; Crítica

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DOI: https://doi.org/10.23925/1983-4373.2019i22p4-22

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