Diálogos intertextuais de Clarice Lispector: o caso de “A Bela e a Fera” e as duas pontas da existência

Denise Landi Corrales Guaranha, Manoel Francisco Guaranha

Resumo


Este artigo desenvolve uma análise intertextual do conto “A Bela e a Fera ou a ferida grande demais” (1977), de Clarice Lispector (1920-1977), com a finalidade de destacar, para além do diálogo com o conto de fadas explicitado no título, a presença de outras narrativas dessa categoria como Cinderela e A Bela Adormecida; e de narrativas mais antigas ainda: O Nascimento de Eros (Platão), Eros e Psique (Apuleio) e o mito de Narciso. A hipótese que o trabalho sustenta é a de que a intertextualidade do conto em questão remete-nos à especial circunstância em que Clarice produziu a narrativa: o agravamento de sua doença e a proximidade de sua morte, fatos que fazem do conto uma espécie de balanço existencial conciso da escritora que agrega, de modo mais evidente, à tradicional perspectiva existencial de sua escrita, a dimensão social que também emerge em A Hora da Estrela (1977).


Palavras-chave


Clarice Lispector; “A Bela e a Fera”; Intertextualidade; Literatura Brasileira século XX

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DOI: https://doi.org/10.23925/1983-4373.2019i23p104-123

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