Âncoras de Carreiras: Revisão do Conceito de Mobilidade a Partir de Estudo com Egressos do Curso de Administração em Dois Momentos – 2007 e 2010.
DOI:
https://doi.org/10.20503/recape.v3i1.15438Palabras clave:
âncoras de carreira, aplicação do conceito, mobilidadeResumen
Pela necessidade de adequação às demandas e exigências do mercado, o indivíduose vê impelido a assumir a maior parcela de responsabilidade sobre o desenvolvimentode sua carreira. É nesse contexto que o conceito de “âncora de carreira” evidencia suaimportância, na medida em que norteia as decisões e escolhas profissionais do indivíduo.No presente artigo, são apresentados os resultados da pesquisa experimental realizadacom concluintes do curso de Administração do ano de 2007 em dois momentos – 2007e 2010. O questionamento acerca da validade e aplicabilidade dos conceitos de Schein(1993; 1996) para a realidade brasileira motivou este trabalho. O objetivo principal desteestudo, decorrente dessa inquietação, é de revisar o conceito de âncoras de carreira,apresentado por Schein (1996), em especial, o aspecto que trata da mobilidade, reavaliandosua aplicabilidade na trajetória de indivíduos egressos de um curso de Administração.A linha teórica adota como referência os estudos de Schein (1993; 1996), de Veloso eDutra (2010; 2010a) sobre conceito e transição de carreira, e de Ibarra (2009) sobreidentidade, trajetória e reinvenção da carreira. A pesquisa caracterizou-se por exploratóriae descritiva, comparando os dados obtidos em 2007 com a mesma investigação realizadaem 2010, bem como explicativa, ao analisar e buscar as causas que teriam influenciadoas mudanças das âncoras de carreira nestes três anos após a formação na graduação,através de uma abordagem qualitativa e quantitativa, utilizando o questionário de âncorasde carreira de Schein (1996) e entrevista estruturada como instrumentos de coleta dedados. Os dados analisados quantitativamente da pesquisa realizada com egressos docurso de Administração indicam uma frágil confirmação da possibilidade de mudança deâncora. Entretanto, ao se considerar as trajetórias individuais de carreira, os elementosrelativos ao tema ficam mais evidentes, contribuindo para a percepção de que é possível,mas não trivial, mudar de âncora. Quanto à revisão do conceito de âncora sob o aspectoda mobilidade cabe destacar que as âncoras tendem a ser estáveis, no entanto, háindícios de que, na ocorrência de transições de carreiras mais significativas em que aidentidade profissional do indivíduo é reconfigurada, pode ser possível uma alteração na âncora também.Métricas
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