"Um negrão de tirar o chapéu"

Hipersexualização e hipererotismo de corpos negros em um aplicativo de relacionamento gay

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/2176-4174.37.2026e75156

Palavras-chave:

sexualidade, preconceito, etnografia virtual, expectativas sociais

Resumo

Esta pesquisa parte das temáticas centrais de raça e sexualidade, com o objetivo de analisar como os corpos negros são percebidos no aplicativo de relacionamentos Grindr. Considera-se, para isso, o modo como as narrativas sobre o corpo negro foram historicamente atravessadas por preconceitos e estigmas. O estudo investiga fenômenos como a hipersexualização e o hiper erotismo são disseminados e reforçados nas plataformas digitais voltadas a relacionamentos.

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Biografia do Autor

Lucas Oliveira Silva, Universidade Estadual de Alagoas

Graduando em  História na Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL). Membro do do Grupo de Pesquisa em Gênero e Comportamento – GEPGEC.

Augusto Ferreira Ramos Filho, Universidade Estadual de Alagoas

Augusto Ferreira Ramos Filho é professor Adjunto da Universidade Estadual de Alagoas. Doutor em Administração pelo Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA- UFPB), mestrado em Gestão Empresarial com ênfase em mentoria (2014), MBA executivo em Gerenciamento de Projetos (2009), graduação em Administração Comércio Exterior. É professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e Cultura - ProDiC, área de concentração de Território, Cultura e Saberes Locais, atuando nas linhas de pesquisa de gênero e sexualidade, especificamente nas temáticas de masculinidades, explorações das identidades de gênero e sexuais em diferentes grupos sociais e culturas, novas configurações familiares, estudos queer e pós-gênero, violência contra pessoas LGBTQIAPN+ e interseccionalidades. É líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Gênero e Comportamento - GEPGEC

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Publicado

2026-02-16

Como Citar

Silva, L. O., & Ramos Filho, A. F. (2026). "Um negrão de tirar o chapéu": Hipersexualização e hipererotismo de corpos negros em um aplicativo de relacionamento gay. Cordis: Revista Eletrônica De História Social Da Cidade, (37), e75156. https://doi.org/10.23925/2176-4174.37.2026e75156