A cidade em festa como lugar de memória urbana
Entre debates teóricos e práticos
DOI:
https://doi.org/10.23925/2176-4174.39.2026e77190Palavras-chave:
memória urbana, festas populares, Carnaval, Identidade cultural, RecifeResumo
Este ensaio questiona a forma pela qual a festa popular se estabelece como um lugar da memória urbana, capaz de ancorar identidades culturais e resistir à narrativa hegemônica da cidade hiperespetáculo pontuada por Lipovetsky e Serroy (2015). O trabalho traz à tona a reflexão teórica realizada para a dissertação de mestrado da primeira autora, orientada pelo segundo. A missão central é fundamentar conceitualmente a festa como polo essencial de preservação da memória da cidade, utilizando como exemplo a cidade do Recife. Em um primeiro momento, o texto realiza a articulação causa-consequência-reação dos termos cultura, identidade e memória, discutindo a crise identitária na urbe. Depois, transforma a teoria em práxis ao caracterizar a festa como um lugar de memória da cidade. O artigo conclui que a festa é um campo de resistência simbólica vital para a busca por significado e coesão de uma identidade popular.
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