Leituras a respeito das cidades na Antiguidade
Um caminho dos Metódicos à “Virada Material”
DOI:
https://doi.org/10.23925/2176-4174.40.2026e78655Palavras-chave:
Antiguidade, Virada MaterialResumo
Este trabalho analisa a evolução historiográfica e teórica dos estudos sobre o fenômeno urbano na Antiguidade, mapeando a transição das abordagens institucionalistas e estruturais para as perspectivas centradas na experiência e na cultura material. Parte-se da historiografia oitocentista e metódica, com foco no papel da religião doméstica em Fustel de Coulanges, e avança-se para as matrizes sociológicas e socioeconômicas de Max Weber e Gordon Childe. Em seguida, examina-se como o debate contemporâneo desconstruiu os modelos macroestruturais em favor de abordagens fundamentadas na agência dos sujeitos, na espacialidade vivida (George Cowgill) e nos "Novos Materialismos" (Tim Ingold). Busca-se com isso um panorama — sem pretensões totalizantes, aliás pelo contrário — almejando próximas publicações e complementos, vista a riqueza do assunto e da bibliografia tratada.
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