A atuação teórico-metodológica dos grupos de pesquisa na historiografia contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.23925/2176-4174.40.2026e78695Palavras-chave:
Historiografia Contemporânea, História Cultural, Crítica Documental, Genealogia e SubjetividadeResumo
Esta comunicação analisa a reconfiguração teórico-metodológica dos grupos de pesquisa na historiografia contemporânea, enfatizando a recusa do empirismo e da ilusão de neutralidade científica da Escola Metódica. A escrita historiográfica atual rejeita a ideia do passado como fato monolítico ou espelho fiel do real — narrativa que, historicamente, legitimou discursos hegemônicos eurocêntricos, patriarcais e heteronormativos —, assumindo a centralidade da diversidade cultural, da subjetividade do historiador e das transformações cotidianas (Rago, 2005; Dias, 1998). O percurso argumentativo articula a renovação conceitual da Escola dos Annales e da Nouvelle Histoire à virada discursiva de White e Le Goff, contrapondo o “documento-monumento” ao mito da fonte transparente. Ao incorporar a apreensão benjaminiana das temporalidades sincrônicas, a genealogia foucaultiana da superfície corpórea e a cartografia micropolítica, a abordagem desconstrói o paradigma cartesiano-apolíneo e abre a produção historiográfica para a exploração das zonas sombrias da subjetividade, do desejo e das práticas cotidianas de resistência.
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