Codificação de mensagens picto-ideográficas em paralisia cerebral: participação de processos verbais

Autores

  • Maria de Jesus Gonçalves Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia
  • Elizeu Coutinho de Macedo Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia
  • Marcelo Duduchi Faculdade Tecnológica de São Paulo
  • Fernando César Capovilla Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia

Resumo

O artigo é parte de um projeto de pesquisa dedicado à investigação de processos cognitivos envolvidos na codificação de mensagens pictoriais via sistemas de comunicação alternativa por usuários com paralisia cerebral. Uma paralisada cerebral de 13 anos de idade foi exposta à versão computadorizada, com voz digitalizada, da pictografia de Maharaj (Pictogram Ideogram Communication). Foi comparada a dificuldade de codificação de mensagens pictoriais sob estimulações visual e auditiva (para descrever eventos observados e transcrever enunciados ouvidos). Transcrever mostrou-se mais fácil que descrever, sugerindo que o sistema pictorial encontrava-se indexado auditivamente no léxico. Isto é atribuído à prática intensiva com voz digitalizada, permitindo codificar fonologicamente a informação pictorial, aumentar a capacidade da memória de trabalho e, logo, progredir no uso funcional do sistema para comunicação. Tais achados contrastam com o fato de que, durante sete anos anteriores, a menina havia falhado no uso funcional de tabuleiros de comunicação contendo símbolos Bliss.

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Como Citar

Gonçalves, M. de J., Macedo, E. C. de, Duduchi, M., & Capovilla, F. C. (2012). Codificação de mensagens picto-ideográficas em paralisia cerebral: participação de processos verbais. Distúrbios Da Comunicação, 9(2). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/11119

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