O ENSINO DE RAZÃO E PROPORÇÃO POR MEIO DE ATIVIDADES

Natanael Freitas Cabral, Gustavo Nogueira Dias, JOSE MARIA DOS SANTOS LOBATO JUNIOR

Resumo


Este trabalho teve como objetivo analisar as potencialidades de uma sequência didática para o ensino de Razão e Proporção, diferente das práticas usuais, aplicada para alunos do 7º ano do Ensino Fundamental e orientada pela seguinte questão pesquisa: Quais as contribuições que uma sequência didática, estruturada nos moldes do Ensino por Atividades, podem trazer para minimizar as dificuldades no processo de Ensino/ Aprendizagem de Razão e Proporção? O referencial teórico adotado tem como metodologia de pesquisa a Engenharia Didática que se desdobra nas seguintes etapas: Análises prévia; Experimentação e Análise a posteriori e Validação. Para a elaboração das atividades nos fundamentamos no Ensino por Atividades, além dos pressupostos de uma sequência didática proposta por Cabral (2017) e, para a análise dos dados coletados, usamos a Análise Microgenética. A partir das informações obtidas das análises prévias, por meio de uma revisão de estudos, da opinião de 65 discentes egressos do 7º ano do Ensino Fundamental e da consulta a 65 docentes de matemática da Educação Básica, identificamos algumas dificuldades no processo de ensino-aprendizagem de razão e proporção e elaboramos uma sequência didática com vinte e duas atividades para abordar os conteúdos. A experimentação foi aplicada em uma Escola municipal pública do município de Barcarena – PA com 25 alunos do 7º ano do nível fundamental. A análise dos resultados se deu por meio de uma abordagem microgenética coletadas a partir das interações entre professor e alunos, além do desempenho dos discentes na resolução de 10 questões contempladas em um teste final. Ao final do experimento, afirmamos que a sequência didática aplicada proporciona resultados favoráveis à aprendizagem dos alunos, pois após as atividades aplicadas, obtiveram um desempenho satisfatório na resolução de questões sobre os conteúdos em estudo.


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DOI: https://doi.org/10.23925/2358-4122.2019v6i3p155-179

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