A Eficiência Fiscal da Farmacoterapia Inovadora

Ozempic e Mounjaro seriam capazes de reduzir os custos com benefícios por incapacidade temporária no RGPS?

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76019

Palabras clave:

Custo Previdenciário da Obesidade, Semaglutida e Tirzepatida, Sustentabilidade Atuarial, Benefícios por Incapacidade Laboral

Resumen

O presente artigo investiga a eficiência fiscal da incorporação de farmacoterapias inovadoras, especificamente os agonistas do receptor GLP-1 (Semaglutida e Tirzepatida), como estratégia para a mitigação dos custos previdenciários no Regime Geral de Previdência Social (RGPS). O problema de pesquisa aborda o elevado impacto financeiro das incapacidades laborais decorrentes de comorbidades associadas à obesidade, especialmente as cardiovasculares, musculoesqueléticas e metabólicas, que, segundo estimativa realizada, geraram um dispêndio direto de R$ 748,64 milhões ao fundo previdenciário no ano de 2024 com benefícios por incapacidade temporária. O objetivo geral é demonstrar, sob a ótica da Análise Econômica do Direito (AED), a viabilidade atuarial e a coerência intersistêmica do investimento estatal em tais medicamentos. A metodologia adotada se pautou no método empírico-dialético, operacionalizado por meio de revisão bibliográfica e levantamento de dados junto ao Anuário e ao Boletim Estatístico da Previdência Social. Os resultados indicam que a eficácia clínica dos fármacos, capaz de reduzir riscos cardiovasculares e sobrecarga mecânica, projeta uma economia fiscal potencial de R$ 154,98 milhões anuais. Tal projeção traz uma possível evidência de que a adoção dessa política pública atende aos princípios da eficiência alocativa e da maximização da riqueza social, promovendo a sustentabilidade do sistema através da governança preditiva dos riscos sociais.

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Biografía del autor/a

Jonathan Barros Vita, Unimar (Universidade de Marília)

Mestre e Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e Mestre em Segundo Nível em Direito Tributário da Empresa pela Universidade Comercial Luigi Bocconi, Milão/Itália. Estágio de pós-doutorado como Senior visiting research fellow na WU (Wirtschaftsuniversität Wien), Viena/Áustria. Especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET/SP), Coordenador e Professor Titular do Mestrado e Doutorado em Direito da UNIMAR. Editor da Revista Argumentum, Qualis B1 (ojs.unimar.br). Professor de diversos cursos de graduação no Brasil e exterior. Diretor da ABDF/IFA Brasil. Conselheiro do Conselho Municipal de Tributos de São Paulo. Ex- conselheiro do CARF, Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Ex-Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo. Ex-Secretário da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB. Advogado, Consultor Jurídico e Contador.

Caio Togni de Carvalho, Unimar (Universidade de Marília)

Possui graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2012). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito do Trabalho, Civil e Previdenciário. Possui pós-graduação em Direito Empresarial junto à Universidade Anhanguera e em Direito e Prática Previdenciária junto à UniBF. Foi professor universitário do curso de Direito da Faculdade Gamaliel, em Tucuruí (PA), e membro suplente do Comitê Técnico-Científico da mesma. Hoje é Oficial de Justiça Avaliador Federal junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 15 Região e Mestrando em Direito junto à Universidade de Marília (Unimar).

Igor Stelmastchuk Nogari, Unimar (Universidade de Marília)

Médico formado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com atuação em saúde mental e atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Experiência em cuidado de pacientes com transtornos mentais, elaboração e condução de planos terapêuticos e articulação com serviços de atenção primária e especializados. Perito Federal Previdenciário, responsável por avaliações médico-periciais para concessão de benefícios e emissão de pareceres técnicos. Possuo deficiência visual baixa visão severa em decorrência da síndrome de Stargardt. Interesse em ensino, capacitação profissional e pesquisas aplicadas à saúde mental e políticas públicas de saúde.

Citas

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Publicado

2026-08-11

Cómo citar

Vita, J. B., Carvalho, C. T. de, & Nogari, I. S. (2026). A Eficiência Fiscal da Farmacoterapia Inovadora: Ozempic e Mounjaro seriam capazes de reduzir os custos com benefícios por incapacidade temporária no RGPS?. Revista Fronteiras Interdisciplinares Do Direito, 1(1), 310–330. https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76019