Psicologia Jurídica e Adultocentrismo

considerações sobre o lugar da criança na justiça

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76133

Palabras clave:

Psicologia Jurídica, infância, adultocentrismo, escritas de si

Resumen

O texto apresenta parte de pesquisa que consistiu em uma análise das produções discursivas das infâncias em Psicologia Jurídica, tendo como campo de pesquisa o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Por meio de uma escrita-caminho que entrelaça escritas de si com escritas teóricas, o artigo apresenta a questão do adultocentrismo no trabalho psicojurídico com crianças. A partir de uma breve revisão de diferentes experiências, é desenvolvido o conceito dispositivo psicojurídico da infância, sendo o adultocentrismo um de seus analisadores. Tal dispositivo garante a produção de subjetividade tanto de crianças quanto adultos, estabelecendo modos de relação adulto-criança baseados na constante produção discursiva de uma precariedade infantil, o que leva à necessidade de pensar a relação adulto-criança a partir da ontologia relacional. O texto segue para uma breve crítica ao Depoimento Especial, tomado como exemplo no qual a relação adulto-criança é marcada por uma cisão ontológica, colocando sob dúvida a alegada participação protegida neste procedimento de inquirição. Uma análise sobre a relação dos adultos com as crianças pode fornecer recursos para novas compreensões sobre infâncias na justiça, o que também leva a questionamentos frente ao Direito no tocante às suas demandas à Psicologia, demandas que historicamente condicionam os modos de fazer do ofício psicojurídico à realização de perícias, avaliações e produção de documentos técnicos.

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Biografía del autor/a

Rafael Reis da Luz, Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ)

Doutor e Mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGP/UFRJ), Especialista em Gênero e Sexualidade pelo Instituto de Medicina Social, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Psicólogo do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), atua na 2ª Vara da Infância e Juventude Protetiva da Capital. Tem experiência nas áreas de Psicologia Social e Jurídica, com ênfase nos temas Infância, Gênero, Sexualidade, Família, Comunidade, Violência e Direitos Humanos.

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Publicado

2026-08-11

Cómo citar

Luz, R. R. da. (2026). Psicologia Jurídica e Adultocentrismo: considerações sobre o lugar da criança na justiça. Revista Fronteiras Interdisciplinares Do Direito, 1(1), 500–528. https://doi.org/10.23925/2596-3333.v1n1.76133