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 CHAMADA  ABERTA

  • Chamada PRORROGADA - Fronteiraz 37: 50 anos do golpe militar na Argentina: literatura e experiência autoritária no Cone Sul

    2026-06-09 12:00 AM

    50 anos do golpe militar na Argentina: literatura e experiência autoritária
    no Cone Sul

    Editores:
    Amanda Lacerda de Lacerda - Universidade Estadual de Campinas
    Leonardo da Silva Claudiano - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
    Valéria Gomes Ignácio da Silva - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

    Em 2026, completam-se 50 anos do golpe civil-militar que instaurou na Argentina um dos
    regimes mais violentos e sistemáticos de repressão política da história latino-americana. A
    efeméride convida não apenas à rememoração, mas à reflexão sobre as formas pelas quais a
    literatura tem se constituído como espaço privilegiado de denúncia, elaboração simbólica da
    violência e resistência ao apagamento imposto pelos Estados autoritários.
    A tradição intelectual argentina voltada para a interpretação deste período e suas
    reverberações é amplamente reconhecida por meio do trabalho de autores como Beatriz
    Sarlo, Ricardo Piglia, Josefina Ludmer, Elizabeth Jelin, Nora Strejilevich, entre outros, que
    desenvolveram textos críticos, ensaísticos, testemunhais e literários sobre a memória e seus
    trânsitos pelo passado e o presente da ditadura militar.
    As ditaduras do Cone Sul — Argentina, Brasil, Chile e Uruguai — revelam-se um território
    fértil para investigar os modos de inscrição da experiência histórica extrema na linguagem. A
    literatura latino-americana, com especial destaque a partir dos anos 2000, tem se debruçado
    sobre essa “nuvem insidiosa” (Sarlo, 2005, p.9) para dar-lhe contorno, atribuir-lhe um sentido
    que contribua para a compreensão do presente.
    Nas obras de escritores como Félix Bruzzone, Nona Fernández, Marcelo Rubens Paiva,
    Renato Tapajós, Mário Benedetti, Fernanda Trías, Alejandro Zambra, Marta Dillon, entre
    outros, o real não se apresenta como dado transparente, mas como construção tensionada por
    traumas, silêncios, fragmentações e disputas de sentido. As diferentes formas do realismo —
    em suas variações, impasses e fraturas — operam como estratégias narrativas capazes de
    desmascarar o discurso do poder e reelaborar a memória traumática.
    Este dossiê propõe reunir artigos que abordem a literatura como forma de denúncia e
    rememoração das ditaduras latino-americanas, considerando tanto obras produzidas sob o
    regime quanto aquelas elaboradas no pós-ditadura, quando a memória, o testemunho e a
    reescrita do passado se tornam campos centrais de disputa simbólica.
    Neste número da Revista FronteiraZ, esperamos receber contribuições que problematizem e
    atualizem o debate sobre as representações do trauma relacionado às ditaduras latino-americanas. Nesse sentido, acolheremos propostas transdisciplinares que abordem as
    seguintes temáticas (mas não se limitam a):
    - Cruzamentos entre história, memória, esquecimento, imaginação e afetos experienciados
    sob regimes ditatoriais via literatura e/ou outras artes;
    - Aproximações entre obras literárias que realizam trabalho de memória, desde os anos 1960
    até o presente, e os discursos institucional, jornalístico, cultural, entre outros, que produzem
    tensionamentos e releituras da história das ditaduras;
    - Experiências de linguagem (escritas de si, montagem, biografia, ensaio, encenação,
    performance, dramatização etc.) na representação do trauma produzido pelas ditaduras do
    Cone Sul via literatura e/ou outras artes;
    - Produções narrativas e/ou poéticas contemporâneas no âmbito dos relatos de filiação e das
    dinâmicas de transmissão geracional da experiência sob regimes autoritários;
    - Abordagens comparadas entre literatura brasileira, argentina, chilena e/ou uruguaia a partir
    de uma perspectiva crítica e interdisciplinar.

    Data limite para submissão de artigos: 30 de junho de 2026

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  • CHAMADA PRORROGADA FRONTEIRAZ 37 - 50 anos do golpe militar na Argentina: literatura e experiência autoritária no Cone Sul

    2026-02-13 12:00 AM

    Editores:

    Amanda Lacerda de Lacerda
    Universidade Estadual de Campinas
    Leonardo da Silva Claudiano
    Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
    Valéria Gomes Ignácio da Silva
    Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

    Data limite para submissão de artigos: 30 de junho de 2026

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  • Chamada FronteiraZ 36: Infância. Infantil. Literatura: mediações

    2025-11-07 12:00 AM

    Infância. Infantil. Literatura: mediações

    Organizadores


    Dr. Francisco Thiago Camêlo da Silva
    Professor do PPG em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (USP)
    Dra. Maria José Palo
    Professora Pesquisadora – PUC-SP
    Dra. Cássia Vianna Bittens
    Doutora pelo PPG em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP)
    Me. Juliana Mutafi
    Doutoranda do PPG em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP)

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