A ESCRITA CALEIDOSCÓPICA DE GLAUCO MATTOSO

Susana Souto Silva

Resumo


Este artigo analisa dois sonetos do poeta brasileiro contemporâneo Glauco Mattoso. Os poemas selecionados pertencem às duas fases de sua obra: da Fase Visual, temos Bilacamonia, publicado no volume Jornal DOBRABIL (2001); da Fase Cega, será analisado o Soneto Bocágico-Camônico de Paulisséia ilhada: sonetos tópicos (1999a). A obra de Glauco Mattoso constrói um trânsito que leva o leitor a diferentes tradições poéticas e períodos, Classicismo (Luís Vaz de Camões), Neoclassicismo (Manuel de Maria du Bocage) e Parnasianismo (Olavo Bilac). A análise será realizada de modo comparativo, a fim de descrever os procedimentos utilizados por Glauco Mattoso na reelaboração de poemas canônicos em seus sonetos. Os trabalhos de A. C. Danto (2006), sobre apropriação, de Linda Hutcheon (1991), sobre pós-modernismo, e de Marjorie Perloff (1993), sobre colagem, são referências teóricas desta discussão. A escrita de Glauco Mattoso se realiza como uma espécie de caleidoscópio que mistura diversos elementos da tradição poética de língua portuguesa e os coloca em movimento, ao produzir sonetos de caráter explicitamente intertextual, construindo uma rede de diálogos entre períodos e poetas.

Palavras-chave


Poesia, Glauco Mattoso, Luis Vaz de Camões, Apropriação.

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