Fronteiras e utopias da construção identitária Mato-Grossense: o Hino de Dom Aquino Corrêa

Raimone Fagundes

Resumo


As fronteiras utópicas na construção identitária da literatura mato-grossense, representação que se escora na forma poética de Dom Aquino Corrêa, intitulada Hino, estabelece o diálogo constante entre a literatura, a história e a cultura local, imbricando essas fronteiras discursivas para elaborar um conjunto de imagens que constroem um perfil paradisíaco para estas paragens, sendo, sobretudo uma conjectura de o discurso governamental reforçar essa construção de Eldorado. No Hino, as imagens de alguns fatos históricos mato-grossense compõem o poema: a presença dos bandeirantes paulistas num limite geográfico que propiciou combates com os índios Paiaguá e Coxiponés e com os paraguaios; a imagem de eldorado que o Estado adotou desde a descoberta do ouro e que se intensifica com o cultivo agrícola (da erva mate); e as imagens da natureza e do clima. É nessa vertente que se caracteriza a Literatura brasileira, desde as suas primeiras manifestações, a poesia de Dom Aquino Corrêa encontra sustentação para perpassar e ampliar as fronteiras utópicas da construção identitária da literatura local.

Palavras-chave


literatura mato-grossense; fronteiras utópicas; construção identitária; Dom Aquino Corrêa; Hino

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