O amor em tempos distópicos: corpos utópicos em The Stone Gods, de Jeanette Winterson

Ildney Cavalcanti

Resumo


As ficções utópicas e distópicas de autoria feminina, mais notadamente as produzidas nos últimos quarenta anos, oferecem um espaço privilegiado para manifestações de (variados e paradoxais) meta-utopismos, ou utopismos críticos, com claras inflexões de gênero. Buscando refletir sobre as dimensões críticas utópicas recentes do pensamento feminista em suas implicações para as construções culturais de gênero, mais especificamente lançando um olhar sobre o romance distópico The stone gods (2007), da autora britânica Jeanette Winterson, a leitura proposta neste artigo enfoca as metáforas relativas às representações de corpos distópicos e utópicos, eixos recorrentes nos discursos feministas da contemporaneidade. São observadas as representações dos corpos na ficção de Winterson em suas dimensões distópicas – corpos-objeto, corpos disciplinados (GROSZ, 2000) – e utópicas – corpos híbridos, resistentes, pós-gênero. A presente leitura apresenta também uma reflexão sobre o (não)lugar construído pelo discurso amoroso (BARTHES, 1991), espaço de união dos corpos das protagonistas Billie e Spike, como a dimensão utópica mais acentuada nesta distopia futurista, na retomada, por Winterson, de um dos temas mais antigos, recorrentes e caros da literatura: o amor.

Palavras-chave


utopia; distopia; corpo; amor; Jeanette Winterson

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