Desnudar e dançar, a pesar de... [Clarice Lispector e Pina Bausch]

Eleonora Frenkel

Resumo


O texto propõe pensar a escritura de Clarice Lispector como a condução de um corpo-linguagem que quer se espaçar como o corpo do dançarino: livre de qualquer determinação exterior. Uma escrita que se desloca evadindo as figurações e a fixidez do discurso condutor de sentido. O desafio está em sair das normativas da linguagem com ela mesma, criando no espaço da literatura uma suspensão de suas leis. No contato da literatura com a música e a dança, trata-se de fazer ressoar a palavra, fazê-la vibrar como no improviso do jazz, aberta ao erro e aos desvios da harmonia, e de conduzi-la no deslocamento de uma dança, livre do ordenamento sintático de seus passos.


Palavras-chave


Clarice Lispector; Pina Bausch; Literatura; Dança; Música.

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