Gonçalo M. Tavares e Vítor Roriz: leitores plurais de Pessoa

Celina Martins, Odete Jubilado

Resumo


A  reflexão comparatista sublinha os traços fundamentais da leitura encenada dos poemas de Fernando Pessoa em articulação com o pensamento de Gonçalo M. Tavares  e a performance do actor Vítor Roriz no contexto da exposição “Fernando Pessoa. Plural como o Universo”. Como leitor e professor de literatura, Gonçalo M. Tavares releu a poesia de Pessoa, incidindo na distância do poeta face às coisas, a ironia, o humor, a ruptura da linguagem determinada pela poética do outramento e a viagem mental, instaurando nexos com a arquitectura de Oscar Niemeyer. Como duplo de Pessoa, Vítor Roriz corporiza e vocaliza os poemas de Pessoa segundo uma polifonia de sentidos num espaço citadino que revisita a atmosfera futurista. A interligação entre literatura e a performance potencializou uma nova aproximação à poética pessoana, fundamentada no prazer do texto (Barthes) de forma a reler, reviver e entranhar os poemas na perspectiva da partilha da fruição plural.


Palavras-chave


leitura encenada; performance; Pessoa; Gonçalo M. Tavares; Vítor Roriz

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