A tradução desobediente do poeta Douglas Diegues

Thais Ferreira Pompêo de Camargo

Resumo


Este artigo buscar ampliar o conceito de tradução embasado nas teorias de Walter Benjamin, Haroldo de Campos, Néstor García Canclini e John Milton, aproximando-o da crítica cultural. Busca também, a partir do conceito aumentado de tradução, analisar a obra de Douglas Diegues, cuja poética é cuidadosamente construída e enraizada sobre bases ligadas ao conceito de tradução criativa. O poeta brasileiro escreve em portunhol selvagem (mistura entre o português, espanhol e guarani), língua literária desobediente que funciona como ponte, aproximando diversas culturas que coabitam a América Latina. Uma narrativa poética que culmina na tradução de obras canônicas para o portunhol selvagem, prática batizada por ele de transdeliração. Dessa forma, o poeta, astutamente, cria diálogo e arcabouço retóricos e subjetivos codificados na língua fronteiriça.   


Palavras-chave


Tradução; Transcriação; Douglas Diegues; Portunhol

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DOI: https://doi.org/10.23925/1983-4373.2017i19p130-145

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