Clarice Lispector e a poética da coisa

Arnaldo Franco Junior

Resumo


Este artigo aborda a experiência do insólito na obra de Clarice Lispector a partir do estudo de textos curtos, publicados como crônicas. Nesses textos, o contato com a primariedade viva dos seres e das coisas constitui-se como uma experiência transformadora que produz um descortínio que abala as relações eu-outro. A reflexão se fundamenta na obra da autora, baseando-se em categorias que se oferecem ao leitor na própria obra. No caso de Lispector, o procedimento analítico segue paralelo à consideração de que sua obra constitui um paradoxal sistema de ideias que desestrutura os sistemas binários que pautam o senso comum e a vida ordinária.

Palavras-chave


Alteridade; Clarice Lispector; Descortínio; Epifania; Insólito

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.23925/1983-4373.2019i23p4-23

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2019 FronteiraZ. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

FronteiraZ está indexada em:

Apoio: