Nadja: um diálogo entre a psicanálise e o surrealismo

Ramaiana Freire Cardinali, Christian Ingo Lenz Dunker

Resumo


Este artigo traz uma leitura interdisciplinar de Nadja, romance escrito por André Breton em 1928, a partir das concepções de realidade propostas pelos surrealistas e pela psicanálise. No surrealismo, através da critica ao realismo, surge o conceito de surreal, com o qual artistas passaram a se exprimir em produções artísticas e em uma conduta particular de vida no pós-guerra. Na psicanálise, Freud foi levado a superar a dicotomia entre interno/externo, assim como entre normal/patológico, implicando, com isso, uma nova concepção de realidade, que posteriormente foi reformulada por Lacan sob o conceito de real. Esta leitura traz como decorrência a denúncia ao conformismo e a superação das falsas dicotomias, ensejando, tanto com a psicanálise quanto com o surrealismo, uma transformação na práxis do sujeito.

Palavras-chave


Psicanálise; Surrealismo; Real; Surreal

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.23925/1983-4373.2020i25p14-28

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2020 FronteiraZ. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

FronteiraZ está indexada em:

Apoio: