Ailton Krenak para formadores brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.23925/1983-4373.2026i36p263-282Palavras-chave:
Ensaísmo, Crítica, Evolucionismo, Ideias para adiar o fim do mundo, Literatura indígenaResumo
Este artigo compara duas leituras críticas ao pensamento de Ailton Krenak: a primeira de Filipe de Freitas Gonçalves, em “A produção ensaística de Ailton Krenak” (2024); a segunda de Paulo Arantes, no debate público que ele realizou com Ailton Krenak na Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (2020), a cinco dias do início oficial da pandemia de covid-19. A comparação entre as duas leituras aponta para a limitação dos pressupostos epistêmicos fundadores do paradigma da formação (ao qual tanto Filipe Gonçalves quanto Paulo Arantes se filiam) para o tratamento de perspectivas indígenas, como é o caso da produção de Ailton Krenak. Tal limitação parece se enraizar, como argumento no presente artigo, no desinteresse geral do referido paradigma tanto pelas perspectivas indígenas quanto pelas perspectivas antropológicas não evolucionistas.
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