Por que não ocupar?: periferias em disputa pelo território urbano.
Mots-clés :
Ocupações urbanas, Territorialização, Subjetividades insurgentes, Cartografia dos Afectos, Direito à cidadeRésumé
O artigo discute as ocupações urbanas como formas de ação política que emergem quando a institucionalidade falha em garantir direitos básicos e enfrentar o abandono de vidas e territórios nas cidades brasileiras. A partir da Cartografia dos Afectos e referenciais da filosofia da diferença, analisa a Ocupação Kilombo Urbano Canto de Conexão, em Pelotas/RS, evidenciando como as ocupações produzem micropolíticas ativas e modos autogestionados de habitar, territorializando afectos e subjetividades insurgentes que reposicionam as periferias como espaços estratégicos de disputa e reativação territorial. A tensão entre institucionalidades e insurgências cotidianas revela que a política também se realiza na reinvenção de modos de vida que confrontam a lógica urbana financeirizada e excludente, o déficit habitacional e a multiplicação de imóveis ociosos.
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