O universo de Terabithia: imaginação, sonho e objetos culturais como possibilidades de trânsito da realidade psíquica à realidade compartilhada

Autores

  • Claudia Perrotta Instituto Sedes Sapientiae/Departamento Psicanálise com crianças - curso de aperfeiçoamento “Winnicott: experiência e pensamento”
  • Elisa Maria de Ulhôa Cintra Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

DOI:

https://doi.org/10.23925/2594-3871.2017v26i1p.119-142

Palavras-chave:

Winnicott, fenômeno transicional, brincar, Terabithia

Resumo

O artigo propõe uma leitura winnicottiana do filme americano Ponte para Terabithia (2007), dirigido por Gabor Csupo e baseado no best seller infanto-juvenil homônimo de Katherine Paterson. São destacados aspectos como o brincar, os fenômenos transicionais e a diferença entre fantasiar e sonhar, de acordo com o psicanalista de referência. Usando objetos ofertados pela cultura, como desenho e escrita, os personagens-protagonistas retratados na narrativa, os adolescentes Jesse e Leslie, buscavam formas de emoldurar suas inquietações. Mas foi a aliança imaginativa que formaram que acabou por fortalecê-los, de modo a se sentirem mais potentes para lidar com reveses cotidianos, sustentar suas angústias e temores, afirmando-se em seus talentos. Ao final, porém, fica evidente que lidavam de formas diferentes com as frustrações inerentes ao viver, o que pode ter contribuído para a ocorrência de um acidente fatal. Ainda assim, a experiência que Jesse e Leslie compartilharam no universo criado de Terabithia foi transformadora e marcou definitivamente a vida de Jesse.

Biografia do Autor

Claudia Perrotta, Instituto Sedes Sapientiae/Departamento Psicanálise com crianças - curso de aperfeiçoamento “Winnicott: experiência e pensamento”

É doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), docente do Instituto Sedes Sapientiae/ Departamento Psicanálise com crianças - curso de aperfeiçoamento “Winnicott: experiência e pensamento”. Realiza atendimento na clínica: Espaço Terapêutico da Escrita. Coordena o projeto cultural Cine Boa Praça.

Elisa Maria de Ulhôa Cintra, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)

É psicanalista, professora doutora da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da PUC-SP e do Programa de Estudos de Pós de Psicologia Clínica da PUC-SP.

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Publicado

2017-08-03

Como Citar

Perrotta, C., & Cintra, E. M. de U. (2017). O universo de Terabithia: imaginação, sonho e objetos culturais como possibilidades de trânsito da realidade psíquica à realidade compartilhada. Psicologia Revista, 26(1), 119–142. https://doi.org/10.23925/2594-3871.2017v26i1p.119-142

Edição

Seção

Artigos Teóricos