O que é um pai? A função paterna nos momentos iniciais do ensino de Lacan

Fábio Santos Bispo, Aline Souza Martins, Luiz Gustavo Gonçalves Canuto, Marcelo Fonseca Gomes de Souza, Maria do Carmo de Melo Pinheiro, Tatiana Sousa Pinto

Resumo


Este artigo tem por objetivo apresentar como, ao longo dos primeiros anos de seu ensino, Lacan responde a esta pergunta que, desde Freud, possui grande relevância teórica e clínica para a Psicanálise: afinal, o que é um pai? Para tanto, optou-se por um método de investigação cronológico que partiu do artigo Os complexos familiares na formação do indivíduo (1938) e teve como ponto de chegada O Seminário, livro 7: a ética da psicanálise (1959-1960). Os autores elegeram seis diferentes momentos da articulação teórica no período indicado, que consideraram como as principais tentativas de formalização construídas por Lacan em torno do conceito. Foi possível constatar que Lacan produziu diferentes respostas para a questão proposta, destacando ora a função normativa do pai na transmissão das leis socais, ora seus diferentes modos de incidência subjetiva – imaginário, simbólico e real –, ora, enfim, sua função simbólica, considerada como elemento fundamental para o processo de estruturação do psiquismo.


Palavras-chave


Pai; Complexo de Édipo; Nome-do-Pai; Metáfora paterna

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DOI: https://doi.org/10.23925/2594-3871.2017v26i1p.81-108

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