Tempo de mudança: a partida como primeiro estágio da Jornada Mitológica de Mulheres Olímpicas Brasileiras

Júlia Frias Amato, Katia Rubio

Resumo


No Brasil, muitas crianças e jovens têm a oportunidade de conhecer diferentes modalidades esportivas. Por vezes, esse contato desperta um encanto pelo esporte, sendo a ele dada uma importância e um significado tão grandes que fazem com que eles o prefiram às atividades comuns para outras pessoas da mesma idade, como brincadeiras, convívio familiar ou escolar. Em busca de melhores condições de treinamento e desenvolvimento, esses futuros atletas, muitas vezes, têm que se distanciar de seu núcleo familiar ainda de forma precoce. Este trabalho buscou investigar como as mulheres olímpicas brasileiras, medalhistas de modalidades coletivas, reconhecem o momento que marcou o início de sua especialização esportiva, exclusivamente aquelas em cuja história consta a marca do distanciamento familiar e da saída de casa. A metodologia do trabalho se ancora nas narrativas biográficas, considerada uma modalidade de história oral. Depois de alcançarem a condição de atleta olímpica, é possível pensar que o chamado para a prática esportiva e o distanciamento precoce de seu núcleo familiar foram os primeiros passos para o que seria o início de sua jornada enquanto atleta.


Palavras-chave


mulher; atleta; partida; mito do herói

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DOI: https://doi.org/10.23925/2594-3871.2019v28i2p272-286

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