Formação social e política em psicologia:
educação, saúde e assistência social
DOI:
https://doi.org/10.23925/2594-3871.2026v35i1e61219Palavras-chave:
Formação do Psicólogo, Políticas Públicas, Educação, Saúde, Assistência SocialResumo
O artigo possui caráter teórico-reflexivo e discute a formação social e política em Psicologia para atuação em políticas públicas nas áreas de saúde, assistência social e educação. O objeto de estudo é a formação de psicólogas(os) considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais e as demandas sociais contemporâneas. O objetivo é refletir sobre a necessidade de uma formação crítica e comprometida socialmente, capaz de superar práticas tecnicistas, individualizantes e adaptacionistas presentes historicamente na Psicologia. A atuação em políticas públicas exige revisão dos pressupostos epistemológicos e metodológicos, maior articulação entre teoria e prática e compreensão das desigualdades sociais produzidas pelo capitalismo e neoliberalismo. Na saúde, destaca-se a importância da integralidade, interdisciplinaridade e promoção da cidadania no SUS. Na assistência social, enfatiza-se a garantia de direitos, o sofrimento ético-político e a crítica à patologização da pobreza. Na educação, critica-se a explicação individualizante do fracasso escolar e defende-se uma Psicologia Educacional fundamentada na perspectiva sócio-histórica. Como considerações finais, defende a revisão curricular, ampliação de disciplinas voltadas às políticas sociais e fortalecimento da Psicologia Social, visando formar profissionais comprometidos com os direitos humanos, a transformação social e o enfrentamento das desigualdades.
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