Do instinto de morte à inveja inata:
um estudo comparativo entre Freud e Melanie Klein
DOI:
https://doi.org/10.23925/2594-3871.2026v35i1e68724Palavras-chave:
Melanie Klein, Sigmund Freud, Instinto de morte, Inveja, PsicanáliseResumo
Nesse artigo, de caráter eminentemente teórico, realiza-se uma pesquisa sobre o conceito de “inveja inata”, apresentado por Melanie Klein à comunidade psicanalítica em 1955, traçando uma espécie de linha evolutiva da noção freudiana de “instinto de morte” (Freud, 1920), a partir da interpretação singular dessa autora. O objetivo é investigar como Klein reformulou e expandiu a teoria de Freud, deslocando o foco do instinto de destruição para a ideia de inveja como força primitiva e constitutiva do sujeito. A partir de uma análise comparativa, busca-se compreender as aproximações e divergências entre as ideias desses dois grandes autores, considerando o impacto desses conceitos no desenvolvimento do pensamento psicanalítico. O artigo explora como a inveja, para Klein, emerge já nos primeiros estágios da vida psíquica, influenciando a relação do bebê com o objeto e moldando a estrutura do self. Ao final, propõe-se uma reflexão sobre as implicações clínicas dessas diferenças teóricas, ressaltando a importância de ambas as contribuições para a compreensão dos estados mentais primitivos e das manifestações de agressividade no setting analítico.
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