Os sistemas mnemônimos do século XVI
antecipações da subjetividade moderna?
Palavras-chave:
Sistemas mnemônicos, subjetividade moderna, psicologia histórica, memória, renascimentoResumo
A proliferação de sistemas mnemônicos no século XVI suscita, de imediato, uma questão sobre os seus usos, principalmente pelo fato de sabermos que não se ofereciam, propriamente, como tônicos de auxílio para memórias fracas. Mas então qual a razão do interesse que despertavam? Para que serviam?
O artigo apresenta e compara dois sistemas mnemônicos construídos no século XVI: o Teatro da Memória, de Giulio Camillo e o Palácio da Memória, de Mateo Ricci. Discutindo as suas finalidades e as técnicas empregadas em cada um, ele procura mostrar a concepção de mens que parece se depreender deles, e em que medida rendem tributo ao passado (antigo e medieval} e/ou anunciam o futuro (moderno). Haveria germes da subjetividade moderna, a ainda um século de seu nascimento, já detectáveis nessas arquiteturas da memória? De qualquer modo, elas parecem ter contribuído para o surgimento de um novo desenho do espírito humano.
Referências
FIGUEIREDO, L. C. M. A invenção do psicológico. Quatro séculos de subjetivação (1500-1900). São Paulo, Educ/Escuta, 1992.
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