“Se eu não fizer o bem, o mal não faço!”: o sagrado afroindígena vivenciado pelas benzedeiras do quilombo do Cria-ú no Estado do Amapá

Moisés de Jesus Prazeres dos Santos Bezerra, Piedade Lino Videira, Elivaldo Serrão Custódio

Resumo


O artigo tem por objetivo investigar como estão configuradas as práticas religiosas de matriz afroindígena no quilombo do Cria-ú, analisando as cosmovisões religiosas e as práticas de cura realizadas por meio das rezas, benzeções e uso de plantas medicinais realizadas pelas atuais benzedeiras da comunidade. Para coleta de dados, foram utilizados os recursos da observação participante, a entrevistas semiestruturadas e a análise descritiva dos dados encontrados em campo. Como resultado deste estudo, temos o (re)conhecimento das benzedeiras como legítimas herdeiras das tradições religiosas afroindígenas da Amazônia, pois, por meio dos seus saberes tradicionais, estas mulheres negras e quilombolas perpetuam as memórias, relações, interações e redes de sociabilidades tecidas entre africanos e indígenas no território amazônico.


Palavras-chave


Sagrado. Afroindigenismo. Encantaria amazônica; Quilombo do Cria-ú; Benzedeiras; Amapá

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DOI: https://doi.org/10.23925/1677-1222.2020vol20i2a9

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