Religião e epidemias na história: do essencial ao perverso

Mário Antônio Sanches, Ordilei Arcanjo Lovo, Leide da Conceição Sanches

Resumo


Este estudo aborda a relação entre religião e epidemias, buscando posturas recorrentes ao longo da história. Este estudo foi estimulado a partir da indagação: qual a relação entre epidemia e religião? Observa-se que sociedades antigas atribuíam simultaneamente causas naturais e religiosas para as epidemias, que é recorrente na história a ideia de epidemias como castigo e que os grupos indicados como culpados eram os mesmos que já discriminados pela sociedade em questão antes da epidemia. Considera-se que a religião pode desempenhar papéis relevantes no enfrentamento da doença e no incentivo à solidariedade, mas pode também desempenhar papéis maléficos, que levam ao agravamento da crise. Por isso as posturas religiosas nas epidemias oscilam do essencial ao perverso.


Palavras-chave


Epidemias; Religião; Castigo; Sofrimento; Enfrentamento

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DOI: https://doi.org/10.23925/1677-1222.2020vol20i2a10

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