A cor da pele: significações constituídas nas relações

Ana Gabriela Pedrosa Andriani

Resumo


Apresento aqui momentos de pesquisa realizada com um grupo de crianças pertencente a uma escola pública da periferia da cidade de São Paulo que teve como objetivo a compreensão de como tais crianças significavam a cor de sua pele. Uma série de encontros aconteceu ao longo de um semestre letivo com a proposta de elaboração de atividades desenvolvidas a partir das temáticas vividas e experienciadas pelas crianças. Tendo em vista os aspectos físicos, psíquicos, sociais e históricos que envolvem o tema e partindo daquilo que o grupo dizia (o que era dito, como e de que lugar), pontos relacionados à vivência da cor da pele puderam ser evidenciados e analisados. Diferentes marcas e nuances da negritude foram comentadas, ressaltadas, como positivas ou negativas no jogo das interações discursivas. As análises das falas do grupo, que serão aqui discutidas, encontram-se referenciadas na perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano e permitiram reflexões sobre temas como o corpo e sua (re) produção cultural; os modos de participação dos sujeitos na dinâmica social e as relações de poder.


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