Entrevista psicológica na avaliação pericial em Psicologia do Trânsito: uma análise crítica

Maíra Coêlho Amorim, Hugo Ferrari Cardoso

Resumo


Apesar da evolução da avaliação psicológica no contexto de trânsito, que passou a ser compreendida como um processo técnico-científico, no Brasil ainda é possível verificar o imperialismo dos testes psicológicos. A entrevista psicológica é tida, nesse contexto, em muitos casos, apenas como uma complementação para os testes psicológicos, sendo aplicada, muitas vezes, após os testes. De acordo com as resoluções do Conselho Federal de Psicologia (CFP), no processo de avaliação pericial no trânsito, a entrevista psicológica deve ser de caráter inicial e sua aplicação é obrigatória, no entanto, o que se verifica é a falta de aperfeiçoamento e reestruturação da mesma, o que daria a cientificidade necessária para ser uma importante variável de mensuração do indivíduo no processo de avaliação psicológica. Este artigo teve como objetivo analisar o roteiro de entrevista proposto pela Resolução CFP nº 007/2009 para a avaliação no trânsito. Como principais resultados, foram identificadas possíveis deficiências no roteiro de entrevista proposto pela resolução, tais como, uso de linguagem inadequada, tipo e quantidade de perguntas, dentre outras questões.

Palavras-chave


Avaliação psicológica; Entrevista psicológica; Psicologia do trânsito

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