Frequência e etiologia de fluxos genitais na gravidez

Juliana Barroso Zimmermmann, Karlene Kristina dos Santos, Lara Ciríaco Alves, Luiza Sousa Vilano, Nayani Abrantes Borges, Juliana Pereira Soares, Maria Clara Marangoni, Leandro Henrique Avila Silveira, Raphaela Pollyana Moura Nascimento

Resumo


Introdução: A atenção primária tem importante papel na prevenção e no tratamento de doenças infecciosas como sífilis, vaginose bacteriana, candidíase, Aids e tricomoníase, já que, no contexto gestacional, algumas dessas doenças podem determinar graves complicações ao recém-nascido, podendo levar à morte fetal. Objetivo: Avaliar a frequência de fluxos genitais patológicos na gravidez. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo de corte transversal no qual foram estudadas 299 gestantes atendidas no serviço de pré-natal em Juiz de Fora e 66 gestantes atendidas em Barbacena, ambas em Minas Gerais. Resultados: O fluxo genital patológico foi identificado em 127 pacientes (34,7%), sendo a vaginose bacteriana (n=53; 14,5%) e a candidíase (n=67; 18,3%) as mais comuns. Não houve caso de tricomoníase. Conclusão: Vaginose bacteriana e candidíase são as responsáveis pelos fluxos genitais patológicos mais comuns em ambos os serviços.


Palavras-chave


cuidado pré-natal; gravidez; descarga vaginal; infecções do sistema genital; complicações na gravidez

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DOI: https://doi.org/10.23925/1984-4840.2019v21i2a5

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