A ironia como zona de confronto entre diferentes vozes/dizeres em comentários do Facebook

Andre Cordeiro dos Santos, Girllaynne Gleyca Bezerra dos Santos Marques, Siane Gois Cavalcanti Rodrigues

Resumo


Neste artigo, partindo de discussões da ironia como estratégia discursiva, propomo-nos a analisar se, e como, a ironia serve de zona de diálogo e de tensão entre diferentes vozes/dizeres, evidenciando-se como um discurso de resistência da mulher. Para tanto, partimos do entendimento de linguagem do chamado Círculo de Bakhtin e das discussões sobre ironia como estratégia discursiva, além de considerações sobre a chamada cultura do estupro e os mitos a ela relacionados. Tomamos como corpus comentários de mulheres nos quais a ironia se faz presente, surgidos a partir de postagem anônima no Facebook, em páginas do tipo spotted[1]. A partir da análise dos dados, foi possível perceber que, por meio da apropriação dos discursos-mitos relacionados à cultura do estupro, as mulheres instauraram em seus enunciados zonas de tensão entre dizeres, caracterizando a ironia como discurso de resistência da mulher contra discursos machistas.


[1] Página que publica postagens de forma anônima.


Palavras-chave


Ironia; Discursos-mitos machistas; Ironia-resistência da mulher

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