Hibridização e gêneros do discurso em Recife frio, de Kleber Mendonça Filho

Adriana Pucci Penteado de Faria e Silva

Resumo


Neste trabalho, proponho uma leitura de aspectos discursivos do curta-metragem de ficção Recife frio (2009), de Kleber Mendonça Filho, com o objetivo de refletir sobre como a hibridização de gêneros na obra, decorrente da presença de gêneros intercalados no filme, cria sentidos e provoca determinada postura na interlocução com os espectadores. Para tanto, discuto alguns conceitos-chave da teoria bakhtiniana, descrevo momentos específicos do curta-metragem e proponho análises pontuais de determinadas cenas ou sequências. A forma de diálogo com o corpus segue os pressupostos da poética sociológica que perpassa as discussões empreendidas por Bakhtin e pelos demais pesquisadores do(s) Círculo(s). As reflexões apresentadas apontam para um jogo de cena entre ficção e realidade, que, no curta, são acionados pela presença de elementos que podem ser associados ao gênero documentário.


Palavras-chave


Recife frio; Hibridização; Gêneros intercalados

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