O consumo, o estilo e o precário na poesia de Manoel de Barros

Autores

  • João Anzanello Carrascoza Escola Superior de Propaganda e Marketing

Palavras-chave:

Consumo, Discurso, Estilo, Precário, Manoel de Barros

Resumo

A fortuna crítica do poeta matogrossense Manoel de Barros é de largo espectro, mas, não obstante as numerosas abordagens de sua obra pelos estudiosos do campo literário, falta, ao nosso ver, investigar, ainda que brevemente, a relevância de sua estratégia discursiva, a partir das relações de seu universo poético com o fenômeno do consumo. Abordamos, assim, características de sua estilística que, ao explorar reiteradamente certos elementos como o tema do mundo natural, em especial a sua ênfase nas coisas e seres “precários”, as inversões linguísticas (que desafiam a gramática normativa), entre outros, resulta numa marca diferenciadora, que se afasta, para se impor, dos rumos seguidos pelo cânone poético hegemônico. Para essa discussão, mobilizamos conceitos da teoria literária, da interface comunicação e consumo e de preceitos de Análise de Discurso de linha francesa.  

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Biografia do Autor

João Anzanello Carrascoza, Escola Superior de Propaganda e Marketing

João Anzanello Carrascoza é mestre e doutor pela Escola de Comunicações e Artes da USP, onde atua como professor. Também é docente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM São Paulo, com pós-doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Investiga as narrativas do consumo e a literatura. Ficcionista, recebeu os prêmios literários Jabuti, Guimarães Rosa, Fundação Biblioteca Nacional e APCA, entre outros.

 

 

 

 

Publicado

2017-11-30

Como Citar

Carrascoza, J. A. (2017). O consumo, o estilo e o precário na poesia de Manoel de Barros. Bakhtiniana. Revista De Estudos Do Discurso, 13(1), Port. 5–16 / Eng. 6. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana/article/view/33491

Edição

Seção

Artigos