Fronteira e identidade: terreno movediço na poética de Manoel de Barros

Waleska Rodrigues Martins, Rauer Ribeiro Rodrigues

Resumo


Sabe-se que o lugar possui dimensões e limites fluidos; pode ser coletivo em sua expansão, ou seja, todos podem “ocupar” um mesmo lugar, mas sempre individual em sua existência. Cada indivíduo concebe sua ideia de lugar, de espaço. Esta conexão com o que é ao mesmo tempo interior e exterior é despertada de seu estado de dormência pela lembrança do cheiro, pelo suave toque de um perfume, ou pelo “amargo doce das coisas” que se experimenta pela janela da alma. Consideramos que o lugar, aquele que é repleto de sentimentos, de (inter)relacionamentos, de símbolos significativos pré-existentes ou criados, edifica ou fortalece a identidade do sujeito. Este lugar ocupa os sentidos primordiais do ser humano e se refugia na lembrança. Sua experiência, real ou fortemente imaginada, é o plano de fuga, de segurança, de perturbação, de peripécias ou apenas de contemplação do artista contemporâneo, em um mundo – dito Pós-Moderno – em que a utopia não faz mais sentido. E é nesses termos que a poética de Manoel de Barros evidencia o lugar como construtor de sua identidade pessoal e ficcional.

Palavras-chave


Lugar; Pós-Modernidade; Utopia

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