Os Manuais de Retórica e Poética: "Lugares de Memória" no Brasil Oitocentista

Carlos Augusto de Melo

Resumo


No século XIX brasileiro, a publicação de manuais de retórica e poética foi bastante expressiva. Destinados à escola, foram instrumentos pedagógicos que impuseram o apego à cultura retórica europeia. O aprimoramento da eloquência, o domínio da oratória, as formas de versificação, entre outros temas estudados nos manuais, eram saberes do passado que se tornaram reconhecidos no presente, como modelos e/ou regras a serem seguidos num outro tempo e lugar. Os manuais podem representar um espaço mnemônico de entrecruzamento entre o passado e o presente na formação da mentalidade brasileira dentro dos padrões retóricos e poéticos tradicionais. Nesse sentindo, este trabalho objetiva analisar alguns manuais oitocentistas, como veículos de saber institucionalizado, os quais, sob as égides escolar e estatal, constroem, na mentalidade de seus leitores, um imaginado vínculo com a tradição clássica, europeia e erudita e o sentimento de representação social, de civilização e de afirmação da identidade nacional.


Palavras-chave


Memória; Século XIX; Manuais de Retórica e Poética

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