Distração: atitude heroica diante da metrópole

Rafael Zacca Fernandes

Resumo


A propósito da distração como ethos heroico na modernidade, analiso: as mudanças perceptivas ocasionadas pelo avanço das forças produtivas no capitalismo; e a consequente captação dessa mudança por 4 poetas contemporâneos, a saber, Liv Lagerblad, Heyk Pimenta, Alberto Pucheu e Eucanaã Ferraz. Cada um destes poetas traz a distração não tanto como tema de seus poemas, mas sim como aquilo que Walter Benjamin classificou como forma interna. Em todos os casos, a distração aparece como força poética diante do perigo de aniquilamento nas grandes cidades. Essa reflexão serve de base para outra, ainda, a propósito da relação dos modos de fazer poéticos com a política, pensando com Jacques Rancière a sua tomada de posição na “partilha do sensível”. Por fim, uma retomada de Baudelaire, mestre da distração, se configura como inevitável.


Palavras-chave


Poesia contemporânea; Distração; Filosofia da arte; Partilha do sensível; Forma interna

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