Meu nome daria um romance: a função da autoria e seus limites em Romain Gary

Ana Cecilia Carvalho

Resumo


 

Resumo: Este artigo aborda a pseudonímia e a heteronímia na obra do escritor Romain Gary (1914-1980), a fim de considerar a função psíquica desses fenômenos. Nascido em Vilna, na Lituânia, de origem judaica, Gary imigrou para a França na adolescência. Por duas vezes foi agraciado com o Prêmio Goncourt, uma delas por um livro publicado com o pseudônimo Émile Ajar, o que gerou um grande polêmica porque, tradicionalmente, o Goncourt só pode ser concedido uma única vez a um autor. Uma breve incursão na teoria literária será feita para considerar a noção de autoria e, em seguida, tendo em vista o suicídio do escritor, serão utilizadas algumas noções freudianas a fim de verificar a hipótese de que o autoextermínio de Gary coincidiu com os aspectos disfuncionais de um processo por meio do qual o escritor buscava simultaneamente a invenção de si mesmo, o reconhecimento e a anonimidade.


Palavras-chave


Romain Gary; psicanálise; suicídio; heteronímia; pseudonímia.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.23925/1983-4373.2020i25p45-59

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2020 FronteiraZ. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

FronteiraZ está indexada em:

Apoio: