Memória, cidade e história em Infância Berlinense

1900, de Walter Benjamin

Autores

  • Marcos César de Paula Soares Universidade de São Paulo - USP https://orcid.org/0000-0002-7056-3621
  • Gabriela Siqueira Bitencourt Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-4373.2026i36p187-206

Palavras-chave:

Nostalgia, Modernidade, Metrópole, Criança, Surrealismo

Resumo

Este ensaio tem como objetivo analisar os textos reunidos em Infância berlinense: 1900, de Walter Benjamin, a partir da relação entre memória, espaço urbano e experiência histórica. A perspectiva adotada privilegia o comentário sobre trechos da tradução brasileira da obra, articulando-os ao contexto original de produção e às transformações da modernidade. A fundamentação teórica baseia-se em estudos de Benjamin sobre história, memória e modernidade, bem como em interpretações críticas de autores como Fredric Jameson e Svetlana Boym. Argumenta-se que a perspectiva infantil opera como forma de conhecimento histórico, ao tensionar criticamente categorias como tempo linear, progresso e subjetividade. Conclui-se que a obra refuncionaliza a figura do flâneur e transforma a memória da infância em instrumento crítico para compreender a experiência moderna.

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Biografia do Autor

Marcos César de Paula Soares, Universidade de São Paulo - USP

Marcos César de Paula Soares possui graduação em Inglês pela Universidade de São Paulo (1990) e doutorado em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (2000). Fez pós-doutorado na Universidade de Yale, EUA (2004) e na Universidade de Columbia, EUA (2012). É Professor Livre-Docente da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literaturas Inglesa e Norte Americana, atuando principalmente nos seguintes temas: narrativa e história, cinema e literatura. É autor de "Figurações do falso em Joseph Conrad" (Humanitas, 2013). Sua tese de Livre-Docência se intitula "A alegria da experimentação, o trabalho colaborativo e a política das formas: Robert Altman nos anos 70".

Gabriela Siqueira Bitencourt, Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM

Tradutora e pesquisadora. Graduada em Letras pela Universidade de São Paulo (2005), Mestre (2010) e Doutora (2017) em Letras pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo. Concluiu, no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), uma pesquisa de pós-doutorado sobre as críticas teatrais de Alfred Döblin, publicadas em jornal entre 1921 e 1924 com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Atualmente realiza uma pesquisa comparada sobre romance e metrópole na prosa contemporânea, no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atua principalmente nos seguintes temas: Romance, Imprensa, Modernismo, Vanguardas, Metrópole e Literatura Comparada.

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Publicado

2026-07-31 12:00 AM

Como Citar

Soares, M. C. de P., & Bitencourt, G. S. (2026). Memória, cidade e história em Infância Berlinense: 1900, de Walter Benjamin. FronteiraZ. Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados Em Literatura E Crítica Literária, 1(36), 187–206. https://doi.org/10.23925/1983-4373.2026i36p187-206