Infância, imagem fantasmal e mediação na narrativa digital Breathe
DOI:
https://doi.org/10.23925/1983-4373.2026i36p134-150Palavras-chave:
Infância da língua, Leitura literária, Performance, Meio eletrônico, VirtualidadeResumo
O artigo analisa Breathe (2018), de Kate Pullinger, compreendendo infância como modo de operar o raciocínio e a percepção, que encontram na linguagem poética uma chave preciosa. Fundamentado no conceito de infância da língua, de Giorgio Agamben; na fratura entre língua e fala, de Benveniste; na produção de semelhanças de Walter Benjamin e na performance da voz de Paul Zumthor, este estudo investiga como a literatura digital reconfigura a mediação da leitura literária na formação do jovem leitor. Ao incorporar dados georeferenciais, Breathe desloca a leitura da linearidade para a experiência situada, instaurando uma relação indissociável entre o receptor e a interface digital. Parte-se da hipótese de que a narrativa produz uma imagem fantasmal da infância, entendida como intervalo entre potência e ato, ausência e presença, virtual e real. O meio digital deixa de ser suporte para se constituir na própria materialidade da experiência literária, tensionando práticas de mediação contemporâneas.Downloads
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