Infância, imagem fantasmal e mediação na narrativa digital Breathe

Autores

  • Janaina Freire de Oliveira dos Santos Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP https://orcid.org/0000-0002-9732-4233
  • Maria Rosa Duarte de Oliveira Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP

DOI:

https://doi.org/10.23925/1983-4373.2026i36p134-150

Palavras-chave:

Infância da língua, Leitura literária, Performance, Meio eletrônico, Virtualidade

Resumo

O artigo analisa Breathe (2018), de Kate Pullinger, compreendendo infância como  modo de operar o raciocínio e a percepção, que encontram na linguagem poética uma chave preciosa. Fundamentado no conceito de infância da língua, de  Giorgio Agamben; na fratura entre língua e fala, de Benveniste; na produção de semelhanças de Walter Benjamin e na performance da voz de Paul Zumthor, este estudo investiga como a literatura digital reconfigura a mediação da leitura literária na formação do jovem leitor. Ao incorporar dados georeferenciais, Breathe desloca a leitura da linearidade para a experiência situada, instaurando uma relação indissociável entre o receptor e a interface digital. Parte-se da hipótese de que a narrativa produz uma imagem fantasmal da infância, entendida como intervalo entre potência e ato, ausência e presença, virtual e real. O meio digital deixa de ser suporte para se constituir na própria materialidade da experiência literária, tensionando práticas de mediação contemporâneas.

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Biografia do Autor

Janaina Freire de Oliveira dos Santos, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP

Doutoranda em Literatura e Crítica Literária pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra. Diana Navas. Mestre em Literatura e Crítica Literária pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Pós-graduação em Arteterapia pelo NAPE - Núcleo de Arte e Educação (2022). Pós-graduação em Direito Educacional e em Gestão e Políticas Públicas na Educação, ambas pela Faculdade Campos Elíseos. Pedagoga formada pela Universidade Anhanguera (2017). Licenciatura em Artes pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2009). Possui graduação em Desenho Industrial pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2001). Atualmente é professora de Artes da Prefeitura de São Paulo, ministrando aulas para o Ensino Fundamental I e ​​II. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Arquitetura e Urbanismo

Maria Rosa Duarte de Oliveira, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP

Possui mestrado em Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com a dissertação ''A Escritura Semiótica de Memórias Póstumas de Brás Cubas'', e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com a tese ''João Goulart na Imprensa de Personalidade a Personagem''. Atualmente, é professora titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde ministra a disciplina de Teoria Literária no Curso de Pós-Graduação em Literatura e Crítica Literária. Tem vasta experiência na área de Letras, especialmente em Teoria Literária e Literatura Brasileira, com pesquisas e publicações em livros e periódicos especializados, nacionais e internacionais, sobre as seguintes temáticas: Machado de Assis; processos de narratividade; narrador, autor e leitor; narrativas modernas e contemporâneas; linguagem poética; escrita, corpo e voz. Algumas publicações recentes: Agamben, Glissant, Zumthor: Voz. Pensamento. Linguagem (2013);Machado de Assis contos para muitas vozes (2015) edição bilíngue (português-espanhol); Impasses do narrador e da narrativa na contemporaneidade (2016). É editora científica, desde 2008, da Revista digital FronteiraZ, do Programa de Pós-graduação em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP, e líder do Grupo de Pesquisa '' O narrador e as fronteiras do relato'', inscrito no diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil - CNPq. https://orcid.org/0000-0002-4603-7349

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Publicado

2026-07-31 12:00 AM

Como Citar

Santos, J. F. de O. dos, & Oliveira, M. R. D. de. (2026). Infância, imagem fantasmal e mediação na narrativa digital Breathe. FronteiraZ. Revista Do Programa De Estudos Pós-Graduados Em Literatura E Crítica Literária, 1(36), 134–150. https://doi.org/10.23925/1983-4373.2026i36p134-150