O instrumento Finitorium de Leon Battista Alberti para o estudo de conceitos geométricos
DOI:
https://doi.org/10.23925/2178-2911.2026v33espp924-951Palavras-chave:
Geometria, Finitorium, Instrumento histórico, História da matemáticaResumo
A educação matemática tem-se articulado com outras esferas de conhecimento, como a história, através de seu contato com documentos antigos que descrevem a construção e manuseio de instrumentos. Dentre esses, tem-se De Statua (c. 1466), voltado para auxiliar na produção de estatuários, com a descrição da construção e manuseio de instrumentos. Nele, o autor traz o Finitorium, utilizado na medição de membros do corpo humano, para replicação ou criação de estátuas. Tal documento foi escrito no período renascentista, momento marcado pelo desenvolvimento em todas as esferas da sociedade, e nesse contexto, encontra-se Leon Battista Alberti (1404 – 1472), autor que desenvolveu mais de 20 trabalhos, incluindo tratados e projetos arquitetônicos. Nesse sentido, o objetivo dessa pesquisa é descrever aspectos históricos, físicos e matemáticos do instrumento Finitorium, descrito por Alberti no tratado De Statua, e como metodologia, seguiu-se uma abordagem qualitativa, em um estudo documental e de cunho descritivo. A partir do estudo, observou-se que o Finitorium é composto por três membros, sendo o primeiro o Orizonte, formado por circunferências concêntricas divididas igualmente em graus e minutos. O segundo é a Régua, fixada ao centro, determina medidas em onças e minutos. O terceiro, fio de prumo, auxilia na determinação das proporcionalidades entre as medições. Assim, observa-se que tal estudo mobiliza conceitos geométricos, como os elementos da circunferência, do segmento de reta, a subdivisão delas em partes iguais através de régua e compasso, e conceitos de proporcionalidade da figura humana, como criação da natureza. Dessa forma, observa-se que há possibilidades didáticas ao mobilizar os conceitos matemáticos do Finitorium, de maneira que, observando os saberes inseridos na construção e manuseio do instrumento, pode-se articular a construção de uma interface entre história e ensino de matemática.
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