Análise dos elementos químicos com nome de cor e o contexto Histórico-Técnico- Científico à luz do referencial Fleckiano
DOI:
https://doi.org/10.23925/2178-2911.2026v33espp1029-1044Palavras-chave:
Etimologia, Espectroscopia, História da Química, Ludwik FleckResumo
Após a identificação de um novo elemento químico, os cientistas envolvidos na pesquisa são convidados a nomeá-lo, respeitando os critérios estabelecidos pela União Internacional da Química Pura e Aplicada (IUPAC). Diante disso, nesse artigo buscamos no referencial fleckiano discutir a indissociabilidade da produção científica ao contexto de seu desenvolvimento, em específico nos elementos que foram nomeados em função do critério cor entre o final do século XVIII e o século XIX. Para tanto, foi feita uma pesquisa bibliográfica em fontes secundárias sobre a nomeação dos elementos químicos, seguido de uma análise etimológica em que as categorias de análise foram elaboradas de acordo com os critérios da IUPAC. A partir disso, constatou-se que há oito elementos químicos cujos nomes são inspirados em cores: Cromo (1798), Ródio (1803), Cloro (1810), Iodo (1814), Césio (1860), Rubídio e Tálio (1861) e Índio (1863). Destes, os quatro primeiros remetem às cores visíveis em soluções ou vapores de seus compostos, ou seja, aspectos macroscópicos, enquanto os quatro últimos, identificados por Robert Bunsen e Gustav Kirchhoff com o auxílio do espectroscópio, desenvolvido por eles em 1859, foram batizados a partir da cor de suas linhas espectrais - azul, rubi, verde e índigo, respectivamente -, configurando características submicroscópicas. Pautados nas reflexões epistemológicas de Fleck, discutimos como os diferentes coletivos de pensamento vigentes nesse período de transição da Química evidenciam as relações entre a Ciência e a Tecnologia nos nomes dos elementos químicos.
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