Cambiemos: o fim da dominação pelo exercício da hegemonia em Argentina

Autores/as

  • Francisco J. Cantamuto CONICET-UNSam

DOI:

https://doi.org/10.23925/ls.v20i36.31848

Palabras clave:

Argentina, kirchnerismo, hegemonia, bloco no poder.

Resumen

Argentina foi incluído como parte da chamada “viradada à esquerda”da América Latina durante as administrações do kirchnerismo (2003-2015). O artigo argumenta que esse processo foi guiado pela construção de hegemonia por uma fração do bloco no poder, que atendeu algumas exigências populares.
A lógica populista marcou a forma deste processo, que levou à intensificação desde 2008 do antagonismo con as fracções deslocadas do bloco no poder, permitindo a consolidação de uma identidade kirchnerista. Ao mesmo tempo, isto permitiu que a aliança estratégica da oposição heterogênea, que foi capaz de vencer as eleições com um discurso de demagogia. O novo governo de Cambiemos (“Mudemos”) representa outra fração do bloco no poder, menos disposto a incorrer em despesas de legitimação, promovendo assim uma forma de dominação com menos mediaçoes, mais direta.

Biografía del autor/a

Francisco J. Cantamuto, CONICET-UNSam

Doutor de Pesquisa em Ciências Sociais, com especialização em Sociologia (FLACSO México). Bolsista de pós-doutorado CONICET-UNSam. Membro da Sociedade de Economia Crítica da Argentina e do Uruguai (SEC) e da Sociedade Latino-Americana de Economia Política e Pensamento Crítico (SEPLA). Carmen de Patagones, Buenos Aires, Argentina.

Publicado

2016-06-30

Cómo citar

Cantamuto, F. J. (2016). Cambiemos: o fim da dominação pelo exercício da hegemonia em Argentina. Lutas Sociais, 20(36), 66–81. https://doi.org/10.23925/ls.v20i36.31848