A Esferologia de Peter Sloterdijk e a Depressão como Luto pela perda do Nobjeto
DOI:
https://doi.org/10.23925/2594-3871.2025v34i2p420-441Palavras-chave:
Peter Sloterdijk, Esferologia, Depressão, MelancoliaResumo
Este artigo apresenta a esferologia do filósofo alemão Peter Sloterdijk. Este artigo divide-se em três partes, a saber: (1) quem é Peter Sloterdijk; (2) introdução à teoria esferológica; e (3) apresentar sua teoria sobre a depressão. Como método, utiliza-se a pesquisa bibliográfica com a obra de comentadores e do próprio autor, seus conceitos de nobjeto e esferas, e sua compreensão decorrente da melancolia. A esferologia busca compreender como o ser humano se relaciona existencialmente com seu espaço, mais especificamente, como ele habita seu mundo. Para tal, o filósofo parte do princípio de que toda existência se inicia, necessariamente, por meio de relações, e é com elas que se constitui a habitação. Nessa compreensão, Sloterdijk trabalha a ideia de que toda vida é movida, animada, com base na relação com seus aliados íntimos – acompanhantes existenciais que promovem e sustentam sentido existencial – e é por meio dessas relações fortes que o sujeito constitui sua morada no mundo. Por essa razão, o autor elabora uma teoria etiológica sobre o fenômeno da depressão: trata-se da perda do polo complementador (nobjeto). Busca-se, com isso, apresentar o autor para as áreas da psicologia, entendendo que, com base na esferologia, outras perspectivas de compreensão e terapêutica se abrem para a psicopatologia e para a clínica psicológica.
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