Qualidade conjugal, ajustamento diádico e coparentalidade
um estudo comparativo
DOI:
https://doi.org/10.23925/2594-3871.2026v35i1e69528Palavras-chave:
Qualidade conjugal, Coparentalidade, Famílias intactas, Famílias recasadasResumo
As relações conjugais e coparentais repercutem na dinâmica familiar e no desenvolvimento socioemocional dos filhos, entretanto, ainda está pouco estudado se existem diferenças nessas dinâmicas associadas à configuração familiar. Este estudo teve como objetivo comparar a qualidade conjugal, o ajustamento diádico e a coparentalidade entre pais casados em primeira união e pais recasados, com filhos entre 6 e 11 anos. Participaram 174 responsáveis brasileiros, predominantemente do sexo feminino, sendo 123 em primeira união e 50 recasados. A pesquisa, de delineamento quantitativo e comparativo, analisou indicadores de satisfação conjugal, coordenação parental e acordo no cuidado dos filhos. Os resultados indicaram diferenças significativas entre os grupos, demonstrando que os participantes em primeira união apresentaram níveis mais altos de cooperação coparental e consenso nas decisões relacionadas à parentalidade, quando comparados aos recasados. A complexidade relacional presente em famílias recompostas mostrou-se um fator associado à menor concordância na condução das práticas parentais. Conclui-se que a configuração familiar tem reflexos na qualidade das trocas conjugais e na forma como os pais coordenam o exercício da coparentalidade.
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