Fenomenologia da metáfora

Autores/as

  • Franklin Goldgrub

Resumen

Uma das questões polêmicas da psicoterapia diz respeito a seu objeto. Subjetividade, motivação, comportamento, fantasia têm sido respostas dadas por diferentes linhas, e às vezes o desacordo ocorre no interior de uma mesma abordagem. O que dizer então do método - cuja dependência em relação à definição dada ao objetivo é notória?

Constata-se, por outro lado, que o psicoterapeuta trabalha basicamente com a palavra - corno ouvinte e falante. Essa aferição aponta para urna diretriz que talvez permita perceber certo consenso mesmo em práticas marcadas por distâncias consideráveis.

Trata-se da questão do sentido, quase onipresente na prática psicoterápica - embora nem sempre de forma explícita. Se a asserção for plausível, impõe-se a pergunta sobre a produção da significação. A semântica afigura-se então como disciplina cujo estudo seria extremamente proveitoso para o psicoterapeuta. O presente trabalho considera que o sentido se produz no discurso graças à metáfora. Essa hipótese é examinada através de um exemplo extraído da mitologia grega, tornada corno produção discursiva. Os mitos de Édipo e Teseu são abordados comparativamente para elucidar o sentido dos mitemas parricídio/filicídio através de sua "desmetaforização".

Propõe-se assim um modelo metodológico aplicável à psicoterapia, com a finalidade de justificar a possibilidade de um tratamento rigoroso do discurso, mediante a identificação de seu campo semântico.

Publicado

2026-02-13

Cómo citar

Goldgrub, F. (2026). Fenomenologia da metáfora. Psicologia Revista, 1(1), 19–31. Recuperado a partir de https://revistas.pucsp.br/index.php/psicorevista/article/view/75173

Número

Sección

Artigos