Rotas tecnológicas para a geração de energia eólica no Brasil

estudo de viabilidade para o estado do Ceará

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/2179-3565.2023v14i1p113-128

Palavras-chave:

Energia Renovável, Energia Eólica, Políticas Públicas, Estudo de Viabilidade, Brasil

Resumo

A maior parte da energia elétrica gerada no Brasil ainda vem de usinas hidrelétricas. Em 2021, o país atingiu um cenário hidrológico crítico devido à baixa capacidade nos reservatórios. Embora a capacidade instalada de energia eólica no Brasil tenha se expandido consideravelmente nos últimos anos, a geração eólica no país está limitada ao modelo onshore.  Este estudo tem como objetivo avaliar a viabilidade de um novo parque eólico a ser instalado no Brasil, comparando diversas condições e tecnologias possíveis para a instalação de um parque eólico em local pré-determinado na região nordeste do país, a região mais promissora. Com base na revisão da literatura, foram identificados diferentes modelos de rotas tecnológicas que caracterizam parques eólicos ao redor do mundo e, por meio de avaliação de especialistas, foi definida a melhor rota tecnológica em termos de custo-efetividade. Os resultados mostram que, nas condições atuais, a rota onshore com maior potência unitária da turbina eólica e de torre tubular provou ser a preferida. No entanto, mostrou-se que, a médio prazo, a energia eólica offshore se tornará realidade no país, desde que existam regulamentos e modelos de licenciamento favoráveis, estabilidade política e econômica e políticas públicas de longo prazo em termos de incentivos e subsídios para atrair investimentos para esse tipo de geração de energia

Biografia do Autor

Mário Joel Ramos Júnior, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia

Master in Industrial management and Technology, Senai Cimatec.

Paulo Soares Figueiredo, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia, Universidade Federal da Bahia

Departamento de Modelagem Computacional.

Xisto Lucas Travassos, Universidade Federal de Santa Catarina

Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Engenharias da Mobilidade

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Publicado

2023-03-27