Aspectos sociais, políticos e governamentais da administração da vida e da morte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23925/2236-9937.2020v21p99-121

Palavras-chave:

administração, genocídio, ciência

Resumo

O presente estudo é uma tentativa de elaborar um “diagnóstico do presente” acerca da pandemia de SARS-CoV-2 e de suas consequências.  A filosofia política, ao longo de sua história, produziu inúmeras definições acerca do ato de governar. Apresentaremos mais uma. Tal tentativa terá como foco a compreensão da “arte de governar” como a dominação dos recursos estatais praticada em benefício de certas classes sociais em detrimento de outras. Para empreender tal compreensão, abordaremos os seguintes temas: 1- análise da pandemia de SARS-CoV-2; 2- a arte de administrar a vida e a morte na pandemia; 3- a pandemia como metáfora viva da “arte de governar”; 4- as soluções dadas no caso da pandemia e das enchentes no mesmo ano de 2020 no Brasil: contradição em ato; 5- o uso de recursos do governo federal para socorrer os oligopólios e o abandono da população pobre. Ao final, enunciaremos questões relativas ao problema político da valorização do saber científico e acerca das consequências da revalorização dos movimentos sociais.

Biografia do Autor

Simeão Donizeti Sass, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO/EPM/CEHFI

Doutor em Filosofia pela UNICAMP. Docente do Centro de História e Filosoifa da Escola Paulista de Medicina - UNIFESP - SP

Dante Marcello Claramonte Gallian, Doutor em História Social pela FFLCH- -USP.

Doutor em História Social pela FFLCH-
-USP. Docente da Universidade Federal de
São Paulo.

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Publicado

2020-10-10

Edição

Seção

Dossiê: Invisível e Indizível